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Seja bem-vindo! Desejamos que este blog abra mais portas para a leitura, como ação inteligente e reflexiva, estimulando os alunos de forma prazerosa, dando-lhes oportunidades para se “apaixonarem” pelo mundo literário. Acreditamos no processo lúdico como estratégia de ensino, principalmente nas atividades de leitura e interpretação. Se você tem experiências, “plante” conosco!

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    HISTORIA DE AMOR DO LÁPIS, CHARGES E CARTOONS, LEITURA CORPORAL - clique aqui
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    LEITURA DE IMAGENS E PROPAGANDA, RECONTANDO CONTOS NUMA VERSÃO MODERNA,O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA "RESENHA" - clique aqui
    O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA "DICAS DE LEITURAS PARA ALUNOS DE 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL" - clique aqui
    DICA DE SITES EDUCACIONAIS, DICAS DE MÚSICAS, PLANO DE ENSINO "HORA DA LEITURA", A POESIA E A MÚSICA, "OFERECENDO UM LIVRO...", NOSSO PRIMEIRO SELO - clique aqui
    O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA "FORMAÇÃO DO LEITOR", SARAU "VALORES E SENTIMENTOS", MATERIAL PARA SARAU, PLANO "DROGAS", REGISTRO DO ALUNO E REGISTRO DO PROFESSOR, MITOLOGIA GRECO-ROMANA, PLANO "PALAVRAS MÁGICAS" - clique aqui
    PLANO "VALORES", REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA, O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA "TEMPORADA DE ARTES-TARSILA DO AMARAL" - clique aqui
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    Videos - incentivo à leitura

    Ótimos videos do Youtube de incentivo à leitura.

     (Para desligar a música automática e assistir aos vídeos, vá até a bonequinha de boas vindas do seu lado esquerdo da tela e abaixo dela você verá o aplicativo da música, basta pausá-la)

     





    Escrito por Géssica e/ou Krika às 23h55
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    Pessoal, a postagem do dia 26/01/2009 foi atualizada.

    Fizemos a indicação dos blogs que receberam o selo



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 22h25
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    Escrito por Géssica e/ou Krika às 21h44
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    Continuação do Plano - Valores - Por Krika

    A FÁBULA E A VERDADE

    Será que isso é verdade?




    Uma tarde, muito desconsolada e triste, a verdade encontrou a fábula, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

    - Verdade, por que estás tão abatida? perguntou a fábula.

    - Porque devo ser muito feia, já que os homens me evitam tanto!

    - Que disparate! - riu a fábula - não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

    Então, a verdade pôs algumas das lindas vestes da fábula e, de repente, por toda à parte onde passava era bem vinda, pois os homens não gostam de encarar a verdade nua; eles a preferem disfarçada."

     

    Fonte: Igreja Hoje

    Carinho Quente

    Existia num lugar bem distante da cidade, um lindo e maravilhoso vilarejo chamado CARINHO QUENTE, onde varias famílias moravam. A maior atração desta cidade e de todos que moravam nela era a maneira carinhosa de dar carinho, nada era tão importante para os moradores do que dar e receber de graça o CARINHO.

    Todas davam carinho uns aos outros, sem se preocuparem com o retorno desse carinho, davam e quanto mais davam mais tinham pra dá e mais ainda para receber. A melhor forma de demonstrar um verdadeiro amor é através do carinho nos gestos e nas atitudes do dia a dia, por essa razão é que neste vilarejo todos eram muito bons.

    Certo dia apareceu neste vilarejo, um viajante que passava por lá pela primeira vez para vender material de perfumaria e pediu para ficar hospedado, todos da cidade receberam-no com muito carinho e o viajante achou muito estranho, pois nunca viu tanto cuidado e tanta atenção regada por carinho e muito amor.

    No dia seguinte foi embora dizendo que nunca tinha visto tantas pessoas boas num lugar só.

    Moral da história: O Amor é a maior fonte de carinho, no amor você faz tudo sem interesse e faz o outro feliz.

    Amar é uma decisão que precisa de muito cuidado e muito carinho. Ame

     

     

    Carinho Quente: neste link da Canção Nova Kids:

     

    http://www.cancaonova.com/portal/canais/cantinho/cantinho/historias/diversas_view.php?id=456

     



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 21h21
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    Valores - por Krika

    SUGESTÕES DE LEITURAS SOBRE VALORES

    FÁBULA DA CONVIVÊNCIA

    Há milhões de anos atrás, durante uma era glacial, quando
    parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas
    de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e
    morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
    Foi, então, que uma grande manada de porcos-espinhos,
    numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se
    unir, juntar-se mais a mais. Assim, cada um podia sentir o
    calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, se
    agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente,
    enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
    Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a
    ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles
    que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de
    vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos.
    Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os
    espinhos dos seu semelhantes. Doíam muito...
    Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados,
    logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não
    morreram, voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com
    jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual
    conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o
    suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e
    dores uns nos outros. Assim, suportaram-se, resistindo à
    longa era glacial. Sobreviveram.
    É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
    É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se
    encontrar!
    É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
    É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
    É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe

     

    QUEM É RESPONSÁVEL PELA QUALIDADE?

    Esta é uma história sobre quatro pessoas chamadas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.
    a QUALIDADE era um serviço importante a ser feito, e TODO MUNDO estava certo de que ALGUÉM o faria.
    QUALQUER UM poderia ter feito.
    ALGUÉM ficou zangado sobre isso, por que era serviço de TODO MUNDO.
    TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM podia fazê-lo, mas NINGUÉM percebeu que TODO MUNDO não o faria.
    No fim, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.

    As três peneiras

    Um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo.
    Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
    - O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
    - Três peneiras?
    - Sim. A primeira peneira é a verdade. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer por aí mesmo. Suponhamos que seja verdade.

     Deve então passar pela segunda peneira: A bondade.
    O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

     Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: A necessidade.
    Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
    E, arremata Sócrates: - Se passar pelas três peneiras, conte!

    Tanto eu, você e seu irmão nos beneficiaremos.
    Caso contrário, esqueça e enterre tudo.
    Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas de planeta.
    Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.

    ORGANIZE-SE

    Você abriu, feche.
    Acendeu, apague.
    Ligou, desligue.
    Desarrumou, arrume.
    Sujou, limpe.
    Está usando algo, trate-o com carinho.
    Quebrou, conserte.
    Não sabe consertar, chame quem o faça.
    Para usar o que não é seu, peça licença.
    Pediu emprestado, devolva.
    Não sabe como funciona, não mexa.
    É de graça, não desperdice.
    Não lhe diz respeito, não se intrometa.
    Não sabe fazer melhor, não critique.
    Não veio ajudar, não atrapalhe.
    Prometeu, cumpra.
    Ofendeu, desculpe-se.
    Não lhe perguntei, não dê palpite.
    Falou, assuma.
    Seguindo estes preceitos, viverá melhor!

    Do blog: http://artepedagogica.blogspot.com

     



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 20h58
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    Oi, pessoal.

    Recebemos mais um prêmio. Desta vez, quem nos presenteou foi a Márcia do blog Espaço da Criança. http://cantinhoencantadodaeducacaoinfantil.blogspot.com 

    É um cantinho muito interessante, com assuntos excelentes!!! Vá conferir.

    As regras deste prêmio são as seguintes:
    1. O vencedor recebe o prêmio e poderá colocá-lo no seu blog;
    2. Devemos fazer referência à pessoa que nos endereçou o miminho;
    3. Enviar o mesmo prêmio para 7 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração;
    4. Deixar um comentário nos blogs selecionadas permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou.

    E o selinho vai para:


    Escrito por Géssica e/ou Krika às 19h14
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    Para consulta - Por Géssica

    Caros visitantes deste blog, hoje estive navegando pelo boletim da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro, e vi uma matéria bem enxuta sobre a NOVA ORTOGRAFIA.

    As novas regras têm deixado algumas dúvidas ainda. Contudo, como já me disseram, é questão de costume. Embora, particularmente, eu não tenha gostado muito.

    Mas deixando esse lance de preferencia de lado, vou colar aqui para vocês  a "matéria enxuta" que vi, afinal, devemos ir nos acostumando (como também já disse).

    Abraço

    Géssica

    REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA

    Fim do trema
    O acento é totalmente eliminado. Assim, a palavra freqüente passa a ser escrita "frequente". Só nomes estrangeiros como Müller manterão o trema.

    Eliminação de acentos em ditongos

    Acaba-se o acento nos ditongos abertos “éi” e "ói" em palavras paroxítonas. Assim, idéia vira "ideia", e heróico vira "heroico".
    Também nas palavras paroxítonas, cai o acento no "i" e no "u" quando aparecem após ditongos. Dessa forma, feiúra vira "feiura".

    Letras repetidas não têm mais circunflexo
    O acento circunflexo em palavras terminadas em "êem" e "ôo(s)" desaparece. Assim, vôo vira "voo", vêem vira "veem" e enjôos fica "enjoos".

    Cai o acento diferencial
    Aquele acento que diferenciava palavras idênticas de significados diferentes acaba. Assim, pára do verbo parar vai ficar apenas "para".
    O acento diferencial permanecerá nos seguintes casos:

    • pode (como presente do indicativo) e pôde (no pretérito)
    • por (preposição) e pôr (verbo)

    A terceira pessoa do plural de ter e vir permanece com acento, assim como suas variações. Eles têm, eles intervêm. 

    Some o acento agudo no u
    O "u" que soa forte nas sílabas "gue", "gui", "que" e "qui" não será mais acentuado. Assim averigúe vira "averigue".

    Mudanças nos hifens
    Sai a maioria dos hifens em palavras compostas. Assim pára-quedas vira paraquedas.
    Quanto houver necessidade, será dobrada a consoante. Assim contra-regra vira contrarregra.
    Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h como pré-história.
    Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da segunda palavra são a mesma, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas.
    As palavras que têm os prefixos ex, sem, além,aquém, recém, pós, pré e pró ficam com o hífen. Portanto, será escrito como antes: ex-presidente, sem-terra, recém-nascido e pós-graduação.
    Assim como as palavras com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu
    e mirim. Quem escrevia jacaré-açu vai continuar escrevendo jacaré-açu.

    Inclusão de letras
    As letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter as grafias de palavras estrangeiras.

    Fim das letras mudas
    Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como facto para falar fato. Essas letras somem com a reforma.

    Dupla acentuação
    Há algumas diferenças de acentuação entre o Brasil e Portugal, principalmente quando se fala do acento circunflexo e agudo. Assim, os brasileiros escrevem econômico e os portugueses, económico. Essa diferença foi mantida.

    Como vai acontecer no Brasil?

    No dia 29 de setembro de 2008, o presidente Luís Inácio Lula da Silva tornou oficial a introdução da reforma ortográfica no Brasil. De acordo com a resolução, a reforma entra em vigor em janeiro de 2009, mas as duas grafias (a antiga e a nova) continuarão valendo até dezembro de 2012. Ou seja, até lá ambas valem no vestibular, nas provas de escolas, nos concursos públicos.

    Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/reforma-ortografica.htm

    Para pesquisa: http://escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=17&Itemid=61



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 13h14
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    Plano Tarsila - Por Krika

    JUSTIFICATIVA:

    O mundo em que vivemos constitui-se de um conjunto de fenômenos naturais e sociais, diante do qual as crianças se mostram curiosas e investigativas, fazendo perguntas e procurando respostas. Torna-se imprescindível o trabalho com projetos para que a criança identifique e torne consciente sua leitura de mundo. A produção artística registra a natureza, o meio ambiente e os acontecimentos sociais. Por meio de obras de arte, com simplicidade e ludicidade os alunos compreenderão a natureza como um meio dinâmico e o ser humano, por ser um ser social, como agente transformador desse meio, considerando sua relação essencial com os demais seres vivos e outros componentes do ambiente.
    O projeto pretende tornar compreensível aos alunos a herança cultural a partir do estudo das obras de arte da artista plástica Tarsila do Amaral, bem como despertar e desenvolver o interesse pela Arte. Procurando estabelecer com os alunos um diálogo sobre o material que será apresentado e ensinando-as a observarem despertar-se-á o gosto pelas obras de arte.

    A criança será desafiada a interpretar as obras de arte observando os elementos utilizados como: cores, formas, traços e idéias e com liberdade poderá criar, representar e construir seus conceitos.

    OBJETIVOS:

    • Conhecer a biografia da artista plástica;
    • Desenvolver o hábito de observação e apreciação, atentando para detalhes como: cor, forma e textura;
    • Interpretar obras de arte, compreendendo sua função comunicativa;
    • Estabelecer relações entre obras de arte e os conteúdos propostos em sala;
    • Participar de atividades envolvendo a pesquisa para conhecermos a vida e algumas obras de Tarsila do Amaral;
    • Representar por meio de desenho a releitura de algumas obras da artista;
    • Despertar o gosto pela leitura, especialmente pela arte;
    • Desenvolver o senso crítico;
    • Estimular a criatividade e a imaginação;
    • Valorizar e respeitar a nossa cultura artística.

    BIOGRAFIA:

    TARSILA DO AMARAL

    Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886 na fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo.

    Filha de José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar do Amaral.

    Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência.

    Estuda em São Paulo no colégio Sion e completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, "Sagrado Coração de Jesus", aos 16 anos.

    Casa-se em 1906 com André Teixeira Pinto com quem teve sua única filha, Dulce.

    Separa-se dele e começa a estudar escultura em 1916.

    Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso.

    Casa-se no mesmo ano com Oswald de Andrade.

    Em 1928 pinta o "Abaporu" para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela .

    Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil.

    Separa-se de Oswald em 1930.

    Em 1933 pinta o quadro "Operários" . No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes.

    Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50.

    De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados.

    Nos anos 50 volta ao tema "Pau Brasil". Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na Bienal de Veneza.

    Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.

     

    SUGESTÕES DE LEITURAS:

    1- Quando nasceu a pintura?

    O homem sempre sentiu necessidade de reproduzir a realidade e as coisas que povoam sua imaginação.

    Não se sabe exatamente quando o primeiro homem registrou com as próprias mãos, nas paredes das cavernas onde morava, aquilo que via e desejava.

    As obras que esses artistas fizeram há milhares de anos são as primeiras pinturas de que se tem notícia.

    Naquela época, nenhuma mãe reclamava quando as crianças riscavam a parede! Bons tempos!

     

    2- No começo do século 20, as pessoas que moravam no Brasil ainda não tinham descoberto que ser brasileiro era uma coisa especial. Naquela época, o quente era copiar as coisas que vinham da Europa. A música, a pintura e a literatura feitas aqui, de brasileiras, só tinham o nome, porque pareciam mais traduções das artes europeias.

    Até que um grupo de pessoas parou para pensar: "poxa, nosso país é tão bonito, tem uma cultura tão rica! A gente tem que aprender a fazer as coisas do nosso modo! A gente não é europeu, nossa língua é diferente, nossas comidas são diferentes, então nossa arte também tem que ser diferente da deles!"

    Então, essas pessoas se juntaram e deram início a um movimento chamado de Modernismo. Esse movimento começou de verdade em 1922, quando aconteceu a Semana de Arte Moderna, um evento em que a turminha de artistas mostrou ao mundo suas idéias.

    - Ah, tudo bem, mas onde é que a tal Tarsila do Amaral entra nessa história?

    Acontece que a Tarsila era uma dessas pessoas! Ela, que tinha nascido (no ano de 1886) e crescido em uma fazenda do interior de São Paulo, sabia muito bem que beleza que era o Brasil.

    Mas, sabe como é, às vezes a gente demora um pouco para notar as coisas que estão bem debaixo do nosso nariz. Por isso, depois de se divorciar do seu primeiro marido, com quem ela se casou quando tinha 20 anos, a Tarsila passou um bom tempo morando na Europa, estudando artes plásticas com grandes mestres e pintando quadros muito bonitos.

    Quando voltou para o Brasil, Tarsila conheceu a turma dos modernistas e se apaixonou por aqueles artistas cheios de ideias novas... e em especial por um deles, o escritor Oswald de Andrade. E é claro que o Oswald, vendo aquela pintora linda e talentosa, não resistiu, se apaixonou também e em 1926, os dois pombinhos estavam casados! E foi para o maridão que, em 1928, a Tarsila pintou seu quadro mais famoso, o "Abaporu". Quando Oswald viu aquela figura maluca e linda, toda colorida, ficou de queixo caído: mas aquilo era a tradução do movimento modernista!

    E, por causa do quadro, ele escreveu um dos textos modernistas mais importantes, o "Manifesto Antropófago".

    - Ué, mas antropófago não é quem come gente? Esse tal de Oswald era meio esquisitão, hein?

    Bom, é claro que o antropofagismo que ele estava propondo não era de verdade, era um jeito de simbolizar um pensamento! A ideia era mais ou menos assim; quando a gente come alguma coisa, a comida não sai exatamente como entrou, né? Dentro da gente ela se transforma em partículas menores, que se transformam em energia para a gente viver (e as coisas ruins se transformamem cocô e xixi).O que o Oswald pensava era que a cultura europeia tinha que ser digerida pelo "organismo" brasileiro, as coisas boas tinham que se transformar em um novo jeito de fazer arte, e as coisas ruins tinham que ser jogadas fora!

    3- Curiosidades:

    1- "Abaporu" foi o quadro brasileiro de maior valor vendido até hoje. Seu preço alcançou US$1.500.000, e foi comprado pelo banqueiro argentino Eduardo Costantini.

    2- Tarsila anulou seu casamento com o primeiro marido em 1925 para casar-se com Oswald de Andrade em 1926. O então presidente eleito Washington Luís foi o padrinho de Oswald e Júlio Prestes (na época governador do Estado de São Paulo) o padrinho de Tarsila.

    3- Depois de 1929, com a crise do café no Brasil, o pai de Tarsila perdeu grande parte de sua fortuna e ela trabalhou como colunista nos Diários Associados de seu amigo Assis Chateaubriand.

    4- Tarsila gostava muito de anotar novas receitas detalhadamente, porém nunca chegava a fazê-las. - A tela "O Pescador" foi vendida ao governo russo durante sua estada por lá em 1931. O dinheiro obtido teve de ser gasto no próprio país, uma vez que não podia ser convertido em outra moeda.

     4- Uma das principais artistas brasileiras:

     

    Tarsila do Amaral nasceu em 1890, na cidade de Capivari, no interior de São Paulo. Começou a estudar pintura em 1917, com o pintor Pedro Alexandrino. Três anos depois, viajou para estudar arte na França. Foi lá que entrou em contato com técnicas de desenho e pintura diferentes do que se fazia no Brasil naquela época. Ao retornar ao país, uniu-se a artistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade para defender novas formas de arte no Brasil, participando da Semana de Arte Moderna, que aconteceu em fevereiro de 1922.

    Em 1926, se casou com o escritor Oswald de Andrade e fez sua primeira exposição individual em Paris, na França. Sua tela mais conhecida é o Abaporu, que mostra um ser de enormes pés e uma cabeça pequena. A partir de 1933, Tarsila passou a pintar telas com temas sociais, como os quadros Operários e Segunda Classe. Morreu em São Paulo, em 1973.

    5.  

     

    No começo do século 20, as pessoas que moravam no Brasil ainda não tinham descoberto que ser brasileiro era uma coisa especial. Naquela época, o quente era copiar as coisas que vinham da Europa. A música, a pintura e a literatura feitas aqui, de brasileiras, só tinham o nome, porque pareciam mais traduções das artes europeias.

    Algumas pessoas se juntaram e deram início a um movimento chamado de Modernismo. Acontece que a Tarsila era uma dessas pessoas! Ela, que tinha nascido (no ano de 1886) e crescido em uma fazenda do interior de São Paulo, sabia muito bem que beleza que era o Brasil.

    Mas, sabe como é, as vezes a gente demora um pouco para notar as coisas que estão bem debaixo do nosso nariz... Tarsila passou um bom tempo morando na Europa, estudando artes plásticas com grandes mestres e pintando quadros muito bonitos.

    6- Livro sobre sua infância:

    História lida em capítulos para os alunos. Ou fotocopiadas em partes.

     Neste livro Carla Caruso apresenta Tarsila do Amaral de uma forma encantadora: Uma menina alegre que adorava brincar, ouvir música e histórias e que aos poucos vai descobrindo o desenho e a pintura. Junto com belas e importantes obras de Tarsila, esta narrativa nos mostra momentos mágicos de sua infância e nos aproxima de seu universo repleto de cores e imagens. Projeto gráfico Camila Mesquista.

    Observação: Livro excelente para conhecer a vida da artista. Ricamente ilustrado, com uma linguagem fácil, apresentando uma forma lúdica  e prazerosa de leitura.



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 17h24
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    ALGUNS SITES:

    http://www.tarsiladoamaral.com.br/   site oficial

    http://www.historiadaarte.com.br/tarsila.html   vídeo

    http://planetin.blogspot.com/2008/01/verdadeiras-obrasdearte-tarsilaamaral.html

    http://www.latinartmuseum.com/amaral.htm

    http://www.pitoresco.com.br/brasil/tarsila/tarsila.htm

    http://www.artelivre.net/html/pintura/al_pintura_tarsila_do_amaral.htm

    http://www.pinturabrasileira.com/artistas.asp?cod=32

    http://en.wikipedia.org/wiki/Tarsila_do_Amaral

    http://www.canalkids.com.br/arte/galeria/amaral.htm  excelente site  infantil

    http://www.youtube.com/watch?v=QLbMnQBMO4c   vídeo

    http://acvieira.arteblog.com.br/1645/Tarsila-do-Amaral-Abaporu-1928-OST/

    http://www.tarsiladoamaral.com.br/historia.htm  história das obras

    http://www.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-02205-6.pdf  livro Mestres das artes

    http://www.edukbr.com.br/estudioweb/ativ_antigas/tarsila/arte_brasil2.htm  Jogo de memória

    http://www.tarsiladoamaral.com.br/tarsilaforkids.htm em construção



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 17h22
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    Aula: Auto Retrato - por Krika

    Aula : Auto Retrato

    Tarsila ,
    nome Brasil, musa radiante
    que não queima, dália sobrevivente
    no jardim desfolhado, mas constante
    em serena presença nacional fixada com doçura,
    Tarsila amora amorável d'amaral
    prazer dos olhos meus onde te encontres
    azul e rosa e verde para sempre"(*)
    Trechos de BRASIL/TARSILA de Carlos Drummond de Andrade

    Pintura onde Tarsila se retrata.O verso À tua passagem entre brincos alude aos brincos que Tarsila usava e com os quais, aliás, se auto-retratou (Auto-retrato I, 1924). Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, Sérgio Milliet lembra que Tarsila "estudava com André Lhote e a todos encantava, não só pelo talento como pela beleza. Porque era uma das mulheres mais bonitas de Paris, essa 'caipirinha' de Monte Serrat. Lembro-me de certa noite em que, no ballet des Champs Elysées, toda a platéia se voltou para vê-la entrar em seu camarote, com a negra cabeleira lisa descobrindo e valorizando o rosto e os brincos extravagantes quase tocando-lhe os ombros suavemente amorenados."

    Auto-retrato ou Manteau Rouge - Em Paris, Tarsila foi a um jantar em homenagem a Santos Dumont com esta maravilhosa capa (Manteau Rouge, em francês, significa casaco, manto vermelho). Além de linda, usava roupas muito elegantes e exóticas, e sua presença era marcante em todos os lugares que freqüentava. Depois desse jantar, pintou este maravilhoso auto-retrato.

    Introdução
    O Ensino da arte lida com aptidões, dificuldades e limites dos participantes, tornando cada experiência única e pessoal. Dentro das variações do estudo da arte, o desenho é uma linguagem que a criança tem contato desde que aprende a manejar o lápis e a desenvolve gradativamente no decorrer dos processos de aprendizagem em que é submetida.
    Desenhar a figura humana faz parte desse aprendizado e, entre as variadas modalidades desse segmento, o auto-retrato (forma de representação em que o artista desenha ou pinta a si) é uma importante ferramenta no processo do desenvolvimento pessoal e de autoconhecimento.

    Em duas aulas, o professor guiará os alunos em atividades focadas em suas representações, utilizando apenas papel, lápis e lápis de cor, para projetar uma profissão para o futuro. Os alunos ainda serão instigados a conhecer e analisar obras de conceituados artistas da História da Arte que tratam da mesma temática.

    Objetivos
    - Iniciação ao desenho da figura humana por meio do auto-retrato
    - Ampliar a noção de espaço e proporção em relação ao suporte utilizado (papel sulfite)
    - Analisar e contextualizar os trabalhos a partir das profissões escolhidas por cada aluno
    - Apreciação e leitura de imagem
    - Introdução à História da Arte

    Conteúdos
    - Reprodução de obras de artistas escolhidos pelo educador que têm no processo de trabalho o desenho da figura humana e auto-retrato

    Materiais necessários
    - Papel sulfite, lápis, borracha
    - Reproduções de auto-retratos de artistas como Van Gogh, Anita Malfatti, Francis Bacon, Albrecht Durer e Tarsila do Amaral.

    Desenvolvimento das Atividades

    1ª aula- Auto-retrato e profissão
    Propor aos alunos que façam um desenho de si mesmos, um auto-retrato que imaginem, e se coloquem em uma das profissões que almejam para o futuro. Antes da execução, o educador pode abordar temas como o tamanho do suporte e o do desenho, a proporção e a construção da figura humana. Essa atividade deve ser feita sem uso de referências ou imagens para que os alunos não sejam influenciados por trabalhos de outros artistas e para que também consigam ter maior liberdade em suas escolhas. No decorrer da aula, o educador vai observando e analisando os desenhos dos alunos em si e abordar questões sobre as escolhas profissionais de cada um. Assim, poderá orientar não só composição das figuras das profissões e na escolha de acessórios que complementem o entendimento dos desenhos.

    Depois dos desenhos prontos, o educador pode ainda discutir com os alunos sobre os resultados e as projeções de cada um, fazer com que eles escolham os trabalhos que mais apreciaram e os motivos dessas escolhas. Outra opção é abordar as qualidades dos desenhos e fazer comparativos de proporção e tamanhos.

    2ª aula- Contextualização
    No segundo momento, o educador pode esclarecer sobre os aspectos históricos de artistas que têm a temática do auto-retrato no processo de criação e, então, introduzir os alunos na análise de imagens, fazendo com que os estudantes percebam as diferenças entre obras de arte e comparem como cada artista aborda o mesmo assunto de acordo com suas realidades.

    Avaliação
    Verificar a qualidade das produções levando em conta as limitações e aptidões de cada aluno.

    Aula: Tem muitas histórias do Brasil nas telas de Tarsila

    O estudo do quadro Operários, de autoria da primeira-dama do modernismo, permite observar como o país ingressou no mundo industrializado, no início do século 20.

      

    Operários: destaque da fase social da pintora, a tela mostra os vários rostos dos trabalhadores da recém-inaugurada indústria brasileira

    Peça de teatro, minissérie de TV, exposições bem cuidadas e um site oficial jogaram luzes este ano sobre a obra e a vida privada de Tarsila do Amaral (1886-1973). Tamanho destaque se justifica pela produção da artista, considerada a primeira-dama do modernismo brasileiro e uma das responsáveis pela criação de uma arte genuinamente verde-amarela. O trabalho da pintora passa por várias fases, como a pau-brasil, a antropofágica e a social. Desta última, que contribuiu para solidificar no nosso imaginário o início da industrialização do país, a tela Operários se destaca.

    O quadro pintado em 1933 é um verdadeiro painel da nossa gente, a mesma que veio dos quatro cantos do país e do mundo para pegar pesado nas fábricas, que na época começavam a transformar a paisagem brasileira. "Trata-se de um marco histórico na obra de Tarsila, pois, se ela já fora no Brasil a precursora do cubismo e do surrealismo nas artes plásticas, detém-se agora na pintura de assunto eminentemente social", escreve Nádia Battella Gotlib, autora de uma das mais completas biografias da pintora.
    Operários funciona como ponto de partida para você falar sobre o surgimento dos grandes centros urbanos brasileiros. Esse é o tema do roteiro indicado para turmas de 5ª a 8ª série que você verá a seguir. Ele contempla as disciplinas de Artes, História e Geografia e foi elaborado por Maria Lúcia Medeiros, professora da Escola Vera Cruz, em São Paulo; Roberto Giansanti, autor de livros didáticos de Geografia; e Marco Antônio Pasqualini, professor de Artes Plásticas da Universidade Federal de Uberlândia (MG). Depois, confira sugestão de atividades de Artes para classes de 1ª a 4ª série.

    A nossa revolução industrial

    Mostre para a classe a reprodução da tela que ilustra a página ao lado e aborde, inicialmente, a temática social. Pergunte o que os estudantes sabem sobre o funcionamento de uma fábrica e os processos de transformação de matérias-primas. Quais os setores industriais que mais prosperaram no Brasil? Ouça as opiniões e ensine que o conceito de fábrica foi criado pela Revolução Industrial, na Inglaterra do final do século 18. Ele sugere a divisão social do trabalho e a incorporação de novas tecnologias de energia. A indústria, de forma geral, transforma elementos da natureza em objetos fabricados por máquinas operadas pela mão do homem.

    Conte à turma que as primeiras fábricas brasileiras dedicavam-se à produção de bens não-duráveis, como tecidos e alimentos. A partir dos anos 1930 e, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, o nosso parque industrial diversificou-se e passou a produzir os chamados bens duráveis automóveis e eletrodomésticos e produtos da indústria de base (cimento, petroquímica e siderurgia).

    Instigue a curiosidade da garotada sobre outros aspectos históricos referentes a Operários: aponte os elementos de fundo e os detalhes sobre as figuras humanas. O que sugere o semblante das pessoas? Alguém arrisca dizer qual era a intenção da artista? O que a pintura está anunciando? Há nela alguma denúncia social? (Veja mais informações sobre a industrialização em São Paulo no quadro abaixo.) Hoje, como poderíamos retratar uma cena de trabalhadores?

    Anote as hipóteses citadas, escolhendo as principais. Faça os esclarecimentos necessários e proponha uma pesquisa sobre urbanização, industrialização e imigração no início do século 20. Sugira que os alunos elaborem textos sobre o período eles podem ser ilustrados com fotos, gravuras e desenhos relativos à época.

    De olho nos elementos visuais da tela

    De início, incentive comentários sobre os aspectos visuais do quadro por meio de algumas questões.

    Como os personagens estão organizados?

    Há uma geometria que dá ordem aos elementos?

    Os personagens se agrupam ou são mostrados de forma isolada?

    Quais as cores usadas pela pintora?

    O que são os cilindros verticais no canto superior da tela?

    Que cidade é essa?

    Quem são as pessoas representadas? Elas pertencem a diferentes raças ou classes sociais?

    Os estudantes devem perceber que há negros, brancos, japoneses, mestiços, homens, mulheres e crianças de várias idades formando a cena. Ressalte a postura das pessoas: elas estão todas de frente, tendo apenas a cabeça e parte do colo aparecendo. Essa pose sugere padronização e anonimato, apesar dos acessórios individuais. Será que os alunos conseguem distinguir alguém famoso? Mário de Andrade (1893-1945), autor de Macunaíma, é o homem de óculos no meio das pessoas; Oswald de Andrade (1890-1954), o poeta que foi casado com Tarsila, está no canto superior da pintura. Mostre assim que há tanto pessoas humildes, do povo, quanto intelectuais e artistas naquela "multidão" representada.

    Conte que Nádia Battella Gotlib aponta em seu livro que os rostos, surreais, levitam, suspensos, tal como o próprio rosto da artista no seu famoso Auto-Retrato. A mensagem, porém, não é mais de beleza radiante. É de miséria e dor. Cada um deles exibe, de modo marcante, a sua própria fisionomia. Algumas delas a artista constrói, inclusive, com base nos traços de pessoas conhecidas. Há força em cada uma dessas expressões que fitam, de frente e corajosamente, o espectador.

    É hora de comparar as figuras

    Depois dessa análise, teça comentários sobre a formação da pintora e contextualize sua produção. É hora então de aproveitar Operários para trabalhar semelhança e diferença com a garotada de 1ª a 4ª série. O aluno vai fazer composições próprias, no plano ou no espaço, e notar como cada elemento do conjunto possui um caráter especial, individual, único.

    Peça às crianças que reúnam objetos variados (latinhas, tampinhas, roupas, canetas, folhas de árvores etc.). Ensine a turma a juntar o que é semelhante, ou seja, constituir uma série, e o que apresenta pequenas alterações (de cor, forma, tamanho, rótulo, características), formando subgrupos. Pergunte o que é igual e o que é diferente em cada grupo. Faça uma reflexão sobre o mundo industrial, a produção em série e a multiplicidade das coisas na natureza e na cultura. As crianças devem criar colagens ou objetos artísticos inspirados em figuras geométricas conhecidas, como triângulos, círculos, ou mesmo estrelas, figuras humanas etc. Observe a forma poligonal de Operários.

    Proponha ainda a montagem de um painel com fotos dos alunos e de seus parentes, criando uma discussão sobre a diversidade e a convivência de tipos, comportamentos, características, sexos e raças. Volte a Operários. Procure construir o significado da pintura: a proposta de união e de construção social de vários tipos e classes, em que todos serão os "operários" de uma nova sociedade brasileira. Ajude as crianças a montar uma linha do tempo com as obras da artista, distinguindo o que caracteriza a geométrica fase pau-brasil e a surrealista antropofágica.

    Retrato de uma paulicéia trabalhadora

    Em 1933, quando Tarsila pintou Operários, São Paulo já havia se consolidado como o principal centro urbano e industrial do país. O acúmulo de riquezas originadas pelos negócios do café, as importações e exportações e a presença de imigrantes possibilitaram o crescimento da cidade.

    O desenvolvimento industrial deu-se com a instalação de fábricas de tecidos, alimentos e vestuário. Até 1920, entre 6% e 10% da população morava em cidades. Nos 20 anos seguintes, esse porcentual aumentou para 31%. A maior parte dos trabalhadores que vieram de outros países e de regiões brasileiras chegava em São Paulo. Hoje, mais de 10 milhões de pessoas vivem em pouco mais de 1500 quilômetros quadrados na capital paulista, a maior cidade da América do Sul.

    O QUE É O MODERNISMO
    Estudar a tela Operários é uma boa oportunidade para despertar a curiosidade da turma sobre o modernismo, movimento estético que sacudiu as artes plásticas, a literatura, a música e outras manifestações artísticas mundiais no final do século 19. Tudo começou na Europa, como resposta dos artistas de vários países às mudanças de comportamento trazidas pela industrialização. O movimento chegou ao Brasil somente nos anos 1920. Ironicamente, artistas brasileiros que haviam estudado na Europa perceberam, ao voltar, como os elementos de nossa terra (índios, frutas, culinária, danças etc.) eram ricos. Assim, renegaram os valores europeus até mesmo por meio de manifestos e reinventaram técnicas para criar o que muitos críticos consideram uma arte genuinamente brasileira. As telas de Anita Malfatti e Lasar Segall, as esculturas de Victor Brecheret, os textos de Mário e Oswald de Andrade e, finalmente, toda a efervescência cultural que foi a Semana de Arte Moderna de 1922 transformaram-se nos grandes ícones da produção modernista brasileira.



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 17h19
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    Aula: Conversa com pintinhos - por Krika

     

    Aula : Conversa com pintinhos

    Educação Infantil

    Tema: Linguagem

    Objetivo: Desenvolver a oralidade, aprender a apreciar e reproduzir objetos de arte ricos em elementos visuais e estimular a integração entre escola e família

    Como chegar lá: Pesquise alguns textos infantis ricos em onomatopéias, com pequenas lições de ética e cidadania, que se aproximem do cotidiano e possuam elementos que permitam explorar o conceito de contagem. Depois, estimule cada criança a ler o maior número de vezes possível às histórias escolhidas.

    Crie atividades de Arte para que os alunos exercitem a criatividade

    Dica: Investigue, antecipadamente, que animal é mais simpático à maioria das crianças, para aumentar o envolvimento durante o projeto.

    Feito isso, leia histórias infantis e mostre obras de arte relacionadas ao bicho escolhido, para tornar a atividade mais divertida

    A inspiração do Modernismo - Masao Goto Filho

     

    Pintinho feito com bolas de isopor, papel camurça e penas: manifestação artística

    Considerada uma das pintoras brasileiras mais importantes de todos os tempos, a paulista Tarsila do Amaral (1886-1973) é a autora da obra reproduzida abaixo, intitulada O Ovo (Urutu), cuja cópia serviu de material didático no projeto de Educação Infantil em Vitória. Tarsila fez essa tela aos 42 anos, em 1928, na mesma época em que produziu o Abaporu, considerada a pintura mais famosa do Brasil (foi vendida por 1,5 milhão de dólares a um colecionador argentino, em 1995).

    "Ela era uma menina esperta, sensível, atenta ao mundo que a rodeava, principalmente aos animais", escreveu Nereide Santa Rosa em ensaio sobre Tarsila. Justamente por isso não é difícil para você, professor, sugerir que os alunos reproduzam, no caso de uma atividade que envolva o universo das galinhas, a tela O Ovo.

     

    O Ovo (Urutu), de Tarsila do Amaral: obra inspirou as crianças a produzir releituras

    No Espírito Santo, os pequenos começaram a fazer uma leitura do quadro com desenhos simples. Em cima deles, colaram cascas de ovos trituradas. Numa segunda fase, utilizaram penas de verdade para cobrir o corpo das aves desenhadas em cartolina.

    Com o auxílio de bolas de isopor, papel camurça, cola e mais penas, todos montaram pintinhos de vários tamanhos, pintaram os modelos em cores variadas e espalharam as obras pelas prateleiras da sala de aula.

     

     

    Bibliografia:

    Pesquisa feita nos sites citados;

    Revista Nova Escola  nºs 152, 178

    Livro: A infância de Tarsila do Amaral



    Escrito por Géssica e/ou Krika às 17h18
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